A primeira coisa que se nota em Lisboa é a luz. Ela bate diferente, mais clara e mais dourada, e por isso a cidade inteira parece pintada com outra paleta. Vem do rio, do mar logo ali adiante e da forma como o sol bate nos azulejos e nas fachadas cor de pastel. Ao fim da tarde, quando o dourado vira rosa sobre os telhados, percebe-se por que tanta gente fala de Lisboa com saudade mesmo antes de ir embora.
Depois vêm as colinas. São sete, dizem, e cada subida tem como prêmio um miradouro. Senhora do Monte para a vista mais larga, Portas do Sol debruçado sobre a Alfama, Santa Catarina ao pôr do sol com o Tejo lá ao fundo. Sentar num deles, sem pressa de ir para o próximo, é metade da experiência. A outra metade é o caminho até lá, em ladeiras que pedem calçado confortável e dão fôlego para parar e olhar.