Destino

Porto e o Vale do Douro

O rio cor de bronze ao fim da tarde, as caves de vinho do Porto na outra margem e os vinhedos do Douro descendo até a água em degraus. Um destino para sentir devagar, de copo na mão.

A Ribeira e o rio que costura a cidade

O Porto se apresenta primeiro pela Ribeira, aquelas casas coloridas empilhadas umas sobre as outras, a roupa estendida nas janelas e os barcos rabelos ancorados no cais. É o cartão-postal, e ele é bonito mesmo. Mas o Porto de verdade mora nos becos que sobem por trás da margem, onde a vida segue no mesmo ritmo de sempre, sem ligar para as câmeras.

Atravessar a Ponte Luís I a pé, com o rio lá embaixo e os telhados da cidade abertos à sua frente, já vale o dia. Do outro lado fica Vila Nova de Gaia, e é ali que mora boa parte da história que você veio provar.

As caves de vinho do Porto, do outro lado da água

Detalhe que confunde quase todo mundo: as famosas caves não ficam no Porto, e sim em Gaia, do outro lado do rio. Foi ali, nas margens frescas do Douro, que os barris descansaram durante séculos à espera do tempo certo. Você entra numa cave histórica, sente o cheiro da madeira e do vinho envelhecendo no escuro, e entende por que esta cidade gira em torno de um copo.

Uma boa prova não é beber rápido, é entender o que está na taça. Um tawny de vinte anos ao lado de um pedaço de queijo da serra muda a forma como você prova o doce e o salgado. No nosso dia Sabores do Porto, levamos você a uma prova guiada e harmonizada, com calma para perguntar tudo, e nas nossas experiências de vinho podemos abrir o leque para uma quinta no Douro.

O Douro de barco, entre socalcos e silêncio

Se houver uma coisa para fazer diferente, é entrar num barco. O passeio das Seis Pontes, de cerca de cinquenta minutos, desliza por baixo das pontes que costuram as duas margens e muda na hora a sua noção da cidade.

Mas o cruzeiro que fica na memória é outro. Subindo o rio rumo ao Vale do Douro, a paisagem vira encostas talhadas em socalcos, vinhedos que descem até a água em degraus perfeitos, trabalho de muitas gerações. É a mais antiga região demarcada de vinho do mundo, Património Mundial pela UNESCO. Pinhão e Peso da Régua são o ponto de partida ideal para um dia inteiro de barco, trem panorâmico e almoço numa quinta com vista para o rio.

À mesa: francesinha, mariscos e o vinho que corre

Comer no Porto talvez seja o capítulo mais honesto da cidade. A cozinha aqui é generosa, sem cerimônia e de sabor fundo. Os melhores pratos raramente estão na praça principal, estão nas tascas escondidas que só os locais conhecem, e é exatamente para lá que gostamos de levar você.

  • Francesinha: a rainha local, um sanduíche robusto de carnes coberto por queijo derretido e um molho quente de cerveja e tomate, quase sempre com um ovo no topo. Leve não é, inesquecível é.
  • Mariscos e bacalhau: camarão, percebes, sapateira fresca e o bacalhau preparado de mil maneiras, com destaque para o à Lagareiro, assado no azeite com batata a murro.
  • Petiscos e doce: conservas, queijos da serra e vinho verde para dividir, e no fim um pastel de nata ainda quentinho.

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