Portugal está na moda e voltou a arrecadar mais um prémio. Desta vez o país à beira mar plantado foi eleito “Melhor Destino Turístico do Mundo” nos World Travel Awards (WTA), tornando-se o primeiro país europeu a conquistar esta distinção. Portugal levou a melhor sobre concorrentes como Brasil, Grécia, Maldivas, EUA, Marrocos, Vietname ou Espanha.

Em comunicado, a secretaria de Estado do Turismo destaca que, na Europa, “apenas as cidades de Londres e Paris” já venceram este prémio, sendo o Dubai o destino que mais vezes – seis – foi distinguido com este galardão nos WTA, considerados internacionalmente como os “Óscares do Turismo”.

Lisboa também saiu vencedora, conquistando pela primeira vez o prémio de melhor destino para City Break do Mundo, atribuído “pela sua atratividade e oferta de excelência no que respeita a estadias de curta duração”, escreve a Lusa.

Considerando tratar-se de um “momento único para o turismo em Portugal”, a secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, afirmou ser o “reconhecimento do trabalho que tem sido desenvolvido ao longo dos anos por todos os que estão de alguma forma ligados ao turismo”.

“Mas é igualmente o reconhecimento pelo país que temos. Um país autêntico, inovador, que se soube reinventar, que reúne uma grande variedade de experiências e paisagens, um país que junta cosmopolitismo, história, tradição, sol, natureza e gastronomia. Um país que sabe e que gosta de acolher todos”, sublinhou a governante.

Turismo já vale mais que construção e agricultura juntos
O Turismo está mesmo a viver um momento de euforia. Os últimos dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que no ano passado as atividades relacionadas com o turismo tinham um peso de 7,1% no PIB português. Um valor que já ultrapassa os setores da construção e agricultura juntos (6,1%).

O ritmo do crescimento do turismo é forte e destaca-se das restantes atividades. Segundo o Jornal de Negócios, o setor cresceu mais de 7% em 2015 e quase 10% em 2016. Ainda que o turismo não viva só e exclusivamente dos visitantes estrangeiros, a verdade é que a maior parte depende do consumo de não residentes, que concentra mais de 61% do peso.

Os dados revelam ainda que existem três atividades onde os gastos dos estrangeiros são fundamentais, nomeadamente hotéis, restaurantes e transportes aéreos. Estas três áreas representam mais de dois terços dos gastos dos turistas não residentes. De acordo com o INE, por cada 100 euros gastos são gerados adicionalmente 23 euros na área da restauração, 22 euros no alojamento e quatro euros no transporte aéreo.

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